2 de abr de 2012

IBM


IBM quer criar telescópio capaz de criar mais dados em um dia do que toda a internet

Projeto tem previsão de entrega para 2024. Objetivo é estudar ciências astronômicas e desvendar segredos espaciais



SatelliteArray
Imagine um telescópio com imensa capacidade de criação e processamento de dados. Uma capacidade tão grande que, num único dia, gera mais informação que toda a internet atual. Imagine, agora, esse mesmo telescópio com uma abrangência de aproximadamente 3 mil quilômetros em equipamentos interligados. Existe? Ainda não, mas essa é uma realidade que a IBM pretende mudar.

Segundo informações do Mashable, a IBM está trabalhando nas plantas iniciais de um projeto que consiste em um telescópio dentro dessas especificações, chamado Square Kilometer Array, ou, simplesmente, "SKA". O SKA deverá gerar e processar informações na casa de 1 exabyte por dia - algo em torno de 1 bilhão de Gigabytes ou 1 milhão de terabytes.

O chefe de pesquisas da IBM, Ronald Luijten, disse ao Mashable que "um dos nossos objetivos nisso é procurar saber o que aconteceu no Big Bang, 13 bilhões de anos atrás". "Atualmente", diz o pesquisador, "nós estamos tentando identificar que tipo de tecnologia será necessária para construirmos essa antena colossal".

O atual empecilho, entretanto, é o consumo de energia. Segundo a IBM, não há, na tecnologia atual, formas de se prover esse consumo, tornando-o mais econômico e sustentável, o que indica que a empresa deverá criar novas arquiteturas para geração de energia antes da construção do telescópio, que começa em 2017. "Se fôssemos usar os servidores atuais, precisaríamos de milhões deles, e eles ocupariam tanto espaço e usariam tanta energia, que nós simplesmente não conseguiríamos construir máquinas assim, menos ainda operá-las", disse Luijten.

A IBM já conta com algumas cartas na manga, apesar do projeto ainda estar no papel: a própria empresa já teve certo sucesso no uso de tecnologia óptica para interconexões. A empresa também conta com a ajuda de outras companhias na construção do projeto. A criação do SKA reside em uma licitação contratual de US$ 42 milhões, em trabalho conjunto com a holandesa ASTRON, que ficará encarregada de pesquisar os sistemas de computador que ultrapassem a chamada "exoescala", ou seja, extrapolar os limites de processamento atualmente utilizados. Calcula-se um gasto de US$ 2 bilhões na construção do projeto.

O SKA é financiado por um consórcio mundial, do qual ASTRON e IBM são as principais empresas. Além de pesquisar dados do Big Bang, o projeto também pode ser foco de estudo da chamada "matéria escura", algo que os especialistas em astronomia e astrofísica dizem ser o objeto constituinte de 83% da massa universal - um tipo de matéria que não absorve nem emite nenhum tipo de radiação ou luminosidade, o que impossibilita sua visualização por telescópios.

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