19 de fev de 2012

Sophia Augusta Frederika


Aos 14 anos de idade Sophia Augusta Frederika – futuramente Catarina, a Grande - recebeu um convite da imperatriz Elisabeth I da Rússia. A imperatriz queria que Sophia desposasse seu filho, Pedro III, o herdeiro do trono russo. Sophia aceitou prontamente. Foram rápidos os preparativos para o casamento. Os noivos só se conheceram durante o banquete em homenagem à futura esposa. Para Sophia foi uma decepção, pois o príncipe não era dotado de beleza, com o rosto todo marcado por seqüelas da varíola, além disso, possuía um temperamento instável. O casamento aconteceu em 21 de agosto de 1745, em São Petersburgo. Pedro III não estava muito interessado na esposa. A sogra de Sophia ficou muito feliz com o seu interesse em aprender a língua, a cultura e os costumes russos. Com o abandono da fé luterana, foi admitida na Igreja Ortodoxa Russa e rebatizada como Yekaterine Alekseievna.

Com o passar do tempo Catarina se convenceu de que o marido não tinha aptidão para o poder. Em oito anos de união, Pedro III não havia conseguido engravidá-la. Porém, a imperatriz Elisabeth I não pretendia morrer sem ter um neto. Por isso, permitiu que Catarina arrumasse um pai para o bebê. Sendo assim, Catarina escolheu o guarda imperial Sergei Saltikov, desse caso nasceu seu primeiro filho, Paulo. Para a sociedade russa, a criança era fruto do amor do casal real. Mesmo com o nascimento da criança, Pedro III não deixou de ter a antipatia da população. Muito pelo contrário, sua popularidade caia dia após dia. Um dos motivos era que ele se preocupava mais com coisas banais do que com os assuntos que preocupavam os súditos. Já Catarina era o oposto do marido, tinha sede pelo poder. Em junho de 1762, com a ajuda de Gregory Orlov, herói da Guarda Imperial e o mais famoso dos 12 amantes conhecidos da soberana, ela decidiu pôr em prática um plano audacioso. No dia 21 de junho, tomou sua carruagem com destino ao quartel-general do regimento Ismailovsky e apresentou-se aos soldados com ar frágil e empoeirada pela viagem. Fez um apelo aos soldados; “Vim aqui rogar por sua proteção. O imperador ordenou minha prisão. E temo por minha vida”. O apelo deu certo, tanto que os soldados jogaram-se a seus pés, beijaram suas mãos e reconheceram em Catarina sua tsarina. Também conquistou a Rússia. Do quartel-general a soberana foi escoltada para a Catedral de Kazan, em São Petersburgo, onde fez o juramento que a oficializou como imperatriz e governante única da Rússia. Pedro III recebeu a mensagem de que sua esposa assumira o comando. Enquanto isso, Catarina tomou emprestado um uniforme do regimento e, assim trajada, deixou um bilhete ao Senado dizendo que iria à frente da tropa para trazer paz e segurança ao trono russo.

No dia 29 de junho, Pedro III assinou sua abdicação em favor da esposa. Seis dias depois morreu devido um estranho “acidente”. Mas na verdade, foi assassinado por Orlov. Um dia depois, a soberana se apresentou triunfante em Moscou, culminando na sua coroação oficial em Kremlin. Na sua primeira visita ao senado, se chocou com a realidade na qual o mesmo se encontrava, em total abandono. Parte do exército não recebia havia 8 meses, o déficit do tesouro real era em torno de 17 milhões de rublos e a sociedade reclamava de corrupção. Com tudo, Catarina resolveu pôr a casa em ordem, sabendo que governava um país rural, ela decidiu atacar as áreas improdutivas. Abriu as portas à imigração. Fundou a primeira escola só para meninas, criou diversos hospitais e colégios e bancou o florescimento da arte russa. O exército foi reformado, a Igreja teve seu poder reduzido e a agricultura e o comércio desabrocharam. Catarina enfrentou diversas lutas, saindo vitoriosa de todas elas.

Os ideais iluministas da soberana foram esmaecendo com o tempo, e se decepcionava com a resistência de seus súditos em viver sob ideais de razão e lógica que defendia. O sonho de Catarina, a Grande, era anunciar seu neto Alexandre, como herdeiro, só que sua morte, em 1796, a impediu de excetuar o plano. Seu filho Paulo I assumiu a Coroa. No entanto, cinco anos depois, foi assassinado. Alexandre o sucedeu, estava assim cumprido o desejo de Catarina.

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