9 de fev de 2012

PMS deixam Assembleia

PMs grevistas deixaram o prédio da Assembleia Legislativa da Bahia, no início desta manhã, por volta das 6h. Os líderes da paralisação Marcos Prisco e Antônio Paulo Angelino, ambos com mandados de prisão, foram os últimos a deixar o local. Segundo o Exército, a pedido de Prisco, eles deixaram a Assembleia pela portas dos fundos e foram levados pela Polícia Federal a um quartel militar, em Salvador.A saída dos grevistas foi realizada pacificamente e todos foram revistados pelos militares do Exército que cercavam o local desde a última segunda-feira (6). Depois de serem revistados, os PMs grevistas que não têm mandado de prisão, entram em seus próprios carros para ir embora. Agentes da Polícia Federal fazem agora uma revista dentro do prédio para garantir que nenhum manifestante permaneça no local.

Rendição

A informação de que Prisco ia se entregar hoje foi confirmada, por volta das 2h, por seu advogado Rogério Andrade. Com isso, durante toda a madrugada, a movimentação foi intensa no Centro Administrativo da Bahia (CAB). Há umasemana, a Justiça decretou a prisão de Prisco e outros 11 grevista

Segundo Andrade, Prisco decidiu se entregar para facilitar negociações, por isso nem todos encaram essa rendição como sendo o fim da greve. “Ele está fazendo o que qualquer homem sensato faria para garantir a segurança das pessoas e também para alcançar os objetivos da greve.

Já que o governo do Estado colocou a sua prisão como condição para retomar as negociações”, assinalou o advogado. Prisco se entrega horas depois de o Jornal Nacional, da Rede Globo.

O porta-voz do comando de operações, tenente-coronel Márcio Cunha, informou que toda uma logística seria montada para facilitar a saída dos amotinados. Cerca de 1.400 soldados da Polícia do Exército participaram da ação no CAB.

Mortes

Desde o início da greve da PM, há 10 dias, o número de homicídios em Salvador e região metropolitana chegou a 137, segundo informação da Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP).

Na tarde de quarta-feira (8), um grupo de manifestantes tentou entrar no CAB e foi contido pelo Exército, o que causou princípio de confusão. A tropa usou gás de pimenta para tentar conter os manifestantes, que estavam sendo incentivados pelo grupo que já estava dentro do Centro Administrativo. No início da noite da ontem (8), o secretário da Casa Civil, Rui Costa, afirmou em entrevista a uma rádio que a prisão de Marcos Prisco era uma questão de horas.

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